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“Há falta de Engenheiros Civis!”

Há falta de Engenheiros Civis

Empresários lançam alerta

Alerta deixado hoje por empresários nas jornadas técnicas de Engenharia Civil e do Ambiente promovidas pelo Politécnico de Viana do Castelo

O alerta foi deixado por diversos empresários que estiveram presentes nas Jornadas Técnicas de Engenharia Civil e do Ambiente promovida pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo e que decorreram ao longo de todo o dia na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC.

“Há falta de Engenheiros Civis e técnicos do setor”! Uma frase repetida muitas vezes, no decorrer das jornadas técnicas, pelos empresários presentes que garantiram que o mercado da construção está em retoma muito impulsionado pela dinâmica da reabilitação urbana fator que está a aumentar a procura por engenheiros civis. Apesar de existir formação superior na área, como é o caso do curso de Licenciatura em Engenharia Civil e do Ambiente ministrado no IPVC, o certo é que são poucos os candidatos a esta formação. Para António Curado, docente e membro da comissão organizadora das jornadas técnicas, “há que desmistificar uma imagem distorcida que se arrasta vinda de um passado recente, com base na qual se crê que as áreas de formação relacionadas com a engenharia civil, a construção e a reabilitação, são áreas votadas ao desemprego para quem nelas investe e se forma. Cabe-nos a todos, em equipa, desmontar este preconceito”.

Os empresários fazem mesmo um apelo para que os estudantes voltem a candidatar-se aos cursos de Engenharia Civil e desafiam as Instituições de Ensino Superior a ir ajustando os currículos às necessidades do mercado, “aumentando a componente prática, garantindo um maior equilíbrio entre a componente científica e a técnica, e ir aumentando os estágios no decorrer da formação”.

“Precisei de um engenheiro sénior e tive que contratar 2 juniores”
Ricardo Sousa, sócio gerente da Edimavic, empresa de construção civil sedeada em Viana do Castelo, sublinha que “é preciso saber olhar para as evidências que o mercado está a dar” lamentando que durante o período mais difícil da crise que afetou o sector, “uma das piores dos últimos 20 anos”, considera, o país tenha assistido à saída “de mão de obra indiferenciada, mas também à dos técnicos e de engenheiros qualificados”. O empresário foi um dos que lamentou a falta de técnicos e Engenheiros qualificados desabafando que “não há gente experiente disponível no mercado e os que existem já se encontram a trabalhar”. “Precisei de um recrutar um engenheiro civil sénior e tive que contratar dois juniores tendo que lhe dar toda a formação necessária. Uma formação que demora o seu tempo e que não na prática não responde ao que eu preciso, pelo que continuo a precisar de contratar um engenheiro sénior”.

O empresário garante que o mercado está a renascer. “Há muita construção especialmente na reabilitação, pelo que se este ciclo não se inverter rapidamente, muito em breve não teremos engenheiros civis nem técnicos”. Ricardo Sousa prevê que, "em breve, vamos estar a importar mão-de-obra e a abrir o mercado da construção civil a empresas estrangeiras".

“Temos dificuldade em recrutar, pelo que apostamos na valorização dos funcionários”
A dificuldade no recrutamento foi igualmente partilhada por Conceição Ferreirinha e André Mesquita do grupo William Hare, que opera em mais de 50 países e cuja sede está no Reino Unido.

Considerando a especificidade da área onde operam, “um nicho de mercado na área da Metalomecânica” o recrutamento ainda se traduz mais complicado, pelo que, estiveram a participar na Jornadas Técnicas também com o intuito de “recrutar diretamente no IPVC”, uma vez que é uma das Instituições de Ensino Superior que oferece diversos graus de formação na área, como o CTeSP em Construção e Reabilitação, o curso de Licenciatura e de Mestrado em Engenharia Civil e do Ambiente.

A técnica de Recursos Humanos, Conceição Ferreirinha, sublinha que por isso o grupo tem uma política de retenção de funcionários que aposta essencialmente na formação e na atribuição de regalias adicionais. “É preciso motivar para reter, daí valorizarmos o funcionário dando-lhe uma série de regalias, apostando na formação contínua”.

André Mesquita, Engenheiro do grupo, considera que terá que “ser reformulada e repensada a forma em como se aborda a Engenharia Civil”. “Terá que existir uma maior atualização dos currículos no que diz respeito à utilização do software que se utiliza cada vez mais no setor, mas ir muito mais além do que dar indicação dos nomes e ensinar como é que estes softwares se utilizam na prática e quais as suas funcionalidades”. André Mesquita defende que deverá ainda “existir um maior equilíbrio na componente científica, aliando aqui a formação de investigação e a técnica, para que os alunos saiam aptos nas duas vertentes”.

Conceição Ferreirinha realça ainda a importância que os estágios “que atualmente o IPVC oferece durante o período de formação são uma mais valia quer para os estudantes quer para as empresas, uma vez que estes se vão familiarizando com o contexto empresarial, e as empresas têm a oportunidade de ir conhecendo os perfis dos futuros candidatos ao mercado de trabalho”.

Última atualização: 
04.06.2018
 

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